As tecnologias automotivas e suas siglas

As tecnologias automotivas e suas siglas

Conheça e entenda cada uma delas

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Conheça e entenda cada uma delas

 

 

 

 

 

 

Mil e uma tecnologias prometem benefícios na prática. São tantos novos sistemas ‘inteligentes’ incorporados às gerações atuais de veículos que se torna difícil saber o que realmente funciona.

Primeiramente, é preciso se familiarizar e compreender o significado da lista de siglas que preenchem as fichas técnicas dos carros. Até mesmo nos itens de série, elas já estão bem presentes com a tendência de oferecer carros ‘básicos’ mais completos.

As tecnologias automotivas estão em ampla evolução e são constantemente testadas para cumprir o que prometem: segurança, eficiência e conforto. As avaliações são essenciais tendo em vista que alguns carros não garantem o que consta no papel.  Exemplo são o Chevrolet Agile e o Renault Clio que, na proteção de adultos, não atingiram nenhuma estrela nos testes de impacto realizados pelo Programa de Avaliação de Carros Novos para a América Latina, Latin NCAP, ou seja, foram considerados totalmente inseguros.

Siglas usuais

Muitas tecnologias recebem nomes diferentes dependendo da montadora. Controle de tração, de estabilidade, auxílio em rampas e distribuição eletrônica de frenagem são bem populares e, também, as que ganham diferentes abreviações.

O auxílio a frenagens de emergência recebe as seguintes siglas: AFU, BAS, BA, EBA e PBA, sendo a AFU (Auxílio de Frenagem de Urgência) e a BAS (em inglês: Break Assist System) as mais comuns. Sua função é aplicar força total nos freios em casos emergenciais.

O distribuidor eletrônico de frenagem (EBD) distribui a força aplicada pelos freios nos eixos dianteiro e traseiro. Em alguns modelos franceses, a sigla é REF.

Quando o vendedor diz que o carro tem ASR ou TCS significa que ele tem controle de tração, isto é, evita que as rodas patinem, deslizem ou girem em falso nas arrancadas.

Já a definição de conjunto de sensores programados para manter o veículo na trajetória, ativando os freios em uma ou mais rodas ao reconhecer uma situação de risco ou perda de aderência, cabe ao ESP ou ESC (controle de estabilidade).

Outras siglas são muito similares e confundem mais ainda. É o caso das AWD/4WD/4×4. AWD (All Wheel Drive) e 4WD são abreviações para tração integral permanente; já o sistema 4×4 permite selecionar o tipo de tração entre rodas dianteiras, traseiras ou nas quatro.

Com relação ao sistema de transmissão, os câmbios são manual, automático, robotizado (ou automatizado) e câmbio continuamente variável (CVT). A questão se complica porque cada marca quer dar uma denominação ao seu câmbio.

Quanto ao manual, não há problema. É o tipo mais comum e todo motorista já deve ter dirigido um. O padrão do mercado é o de 5 marchas. E o automático usa um conceito de engrenagens planetárias, diferentes sistemas de embreagem, óleo lubrificante especial e um conversor de torque, sendo sua principal vantagem o conforto. Há carros equipados com câmbios automáticos de 4 a 8 marchas.

A transmissão robotizada/automatizada é a que recebe mais de uma nomenclatura: Dualogic (Fiat), Easytronic (Chevrolet) e ASG (Volkswagen). Na verdade, trata-se do câmbio manual, com sistemas que automatizam o acionamento da embreagem e selecionam as marchas. Surgiu como uma inteligente adequação para proporcionar parte da comodidade do câmbio automático, sem aumentar consideravelmente os custos de implementação e manutenção. Pode-se dizer que é um câmbio de “meia solução”.

E, finalmente, o CVT que, em geral, tem três componentes básicos: uma correia de metal ou borracha de altíssima resistência; uma polia de entrada “condutora” variável e uma polia de saída “conduzida” também variável. As polias com diâmetro variável são o coração do sistema. O câmbio usa pressão hidráulica para criar energia necessária para ajustar as metades das polias. É o que proporciona maior comodidade. Quando se pisa no acelerador, o motor aumenta as rotações até atingir a maior potência e fica lá até o carro reagir. A caixa acelera o carro de forma constante e sem nenhum tranco, dando uma falsa impressão do sistema estar “patinando”, mas não está. Em teoria, o CVT vai acelerar o carro mais rápido que o câmbio automático ou manual.

One Response to As tecnologias automotivas e suas siglas

  1. Excelente post, muito bem escrito.

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