Carros Movidos a Gás – nova tendência? A GM sai na frente e aposta no New Monza Concept

O gás natural veicular é mais seguro do que qualquer combustível líquido

Novo Monza Concept

O gás natural veicular é mais seguro do que qualquer combustível líquido

 

 

 

 

 

 

Qual o combustível com melhor custo-benefício do Brasil: gasolina, etanol ou gás natural? No Salão de Automóvel de Frankfurt, realizado em setembro, a GM apresentou a versão conceito do renovado Monza (depois de 36 anos de sua aparição), desenhada para levar 4 ocupantes e equipada com um motor elétrico e um a combustão 1.0 l de três cilindros turbo e que também roda com gás natural.

O Monza Concept e movido a gás mostra uma tendência e uma grande inovação da marca, visando atingir todo tipo de consumidor. Recentemente, a GM e Comgás promoveram o 1º Rally da Economia, em São Paulo (SP), com o objeto de provar que o gás natural veicular (GNV) é o combustível mais econômico em relação ao etanol e à gasolina.

No evento, o Chevrolet Spin foi escolhido para a competição. Três carros, guiados por taxistas, percorreram 383 km no circuito São Paulo – São José dos Campos – Campinas – São Paulo a fim de comparar o desempenho dos combustíveis.

O mais econômico foi o carro movido a GNV, que gastou R$ 41,62 para fazer o percurso. Com etanol, o gasto foi de R$ 70,37 e, a gasolina, de R$ 76,34. Comparativamente o GNV apresentou uma economia de 45% em relação à gasolina e 41% sobre o etanol.

Os kits gás foram instalados pela Nova Chevrolet, que representa a marca desde 1993 (com 14 lojas em São Paulo e arredores), e é a única concessionária no Brasil com instalação própria do Kit Gás Natural Veicular, certificado pelo INMETRO e sem alteração da Garantia de Fábrica GM.

A verdade sobre o GNV

O gás natural tem características bem diferentes GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, ou gás de botijão, cujo uso como combustível em veículos automotores é proibido). O gás de botijão é composto de propano e butano e, embora seja o combustível doméstico de maior aceitação no País hoje, é asfixiante e inflamável.

Não existe perigo de explosão, pois, além de ser mais leve que o ar, o sistema (armazenagem e compressão) é dotado de válvulas de segurança que se fecham caso haja algum rompimento na tubulação, além de possuir um sistema de exaustão em caso de um eventual vazamento. O gás natural é mais seguro do que qualquer combustível líquido.

Outro fator de segurança é que, no momento do abastecimento do veículo no posto, o mesmo é feito sem que haja contato com o ar, evitando assim qualquer possibilidade de combustão. Os cilindros de armazenamento de GNV são dimensionados para suportar a alta pressão na qual o gás é comprimido (215,6 bar ou 220 Kgf/cm² – pressão máxima de abastecimento para os veículos) e ainda para suportar situações eventuais, como colisões, incêndios, etc.

E o melhor de tudo: ainda polui menos. Os veículos movidos a gás natural enquadram-se na categoria de baixíssima emissão de poluentes porque o gás natural é um dos combustíveis mais limpos. A combustão contamina menos o meio ambiente, atendendo aos limites estabelecidos pelo Programa de Controle de Emissões por Veículos Automotores (Proconve).

Vantagens e desvantagens

Tudo tem seus pós e contras. O GNV é vantajoso por ser um combustível mais limpo e, portanto, não deixar acumular resíduos nos bicos injetores. E, não havendo contaminação do lubrificante, o prazo de troca de óleo pode aumentar 1000 ou 2000 km. Cresce, também, a vida útil do escapamento, já que sem o acúmulo de água proveniente da gasolina e do álcool o sistema dura até 20% a mais do tempo.

Uma das desvantagens diz respeito à maior pressão no sistema que propicia o surgimento de pequenas fissuras no cabeçote. Portanto, deve-se manter o motor sempre regulado e seguir as recomendações das empresas de conversão.

Há um maior desgaste dos cabos de vela. Por serem mais exigidos, a vida útil pode cair de 30.000 km para 15.000 km. Mas existem no mercado algumas velas específicas para uso em carros a gás.

Ocorre, também, o travamento das válvulas, visto que os cilindros trabalham com um combustível seco e a falta de lubrificação pode causar danos, como ressecamento das mangueiras de combustível e a formação de goma nos bicos injetores. O ideal é usar gasolina ou álcool por 3 a 5 km todos os dias.

Novo Monza Concept

O gás natural veicular é mais seguro do que qualquer combustível líquido

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